Um novo cenário na bolsa de valores – Brasil fecha o ano sem IPOS?

Desde 1998 que não víamos um fechamento como esse na bolsa de valores, empresas brasileiras podem não colocar suas ações pela primeira vez à venda esse ano. O Brasil não passava por uma situação parecida desde 1998 e ainda não se tem evidências de que esse cenário venha a mudar em 2023. A pandemia gerou um impacto mundial em vários sentidos, principalmente pelo fato da maioria das Indústrias e dos comércios no mundo terem fechado as portas ou diminuído suas produções, influenciando nos cálculos dos valores injetados na economia e na queda dos juros, gerando essa ausência de novas empresas abrindo capitais de investimentos na bolsa de valores. Essa escassez de empresas abrindo ações na bolsa de valores pela primeira vez, as chamadas IPOS(Initial Public Offering), não tiveram relação alguma com as últimas eleições, afinal já era previsto nos últimos 2 anos,  que provavelmente o cenário atual seria exatamente esse que enfrentamos agora, e para uma mudança seria necessário mais tempo nessa recuperação econômica.  O que desperta um pouco de esperança, dos investidores e das empresas que fazem parte desse mercado, são as possibilidades de investimentos estrangeiros no Brasil, e a projeção que para os próximos anos tenha uma inflação sob controle e que o BC dê início aos cortes de juros. Tudo isso ainda são especulações, e dependem dos resultados que virão nos próximos meses, tendo maior probabilidade de números positivos logo nas primeiras semanas nos setores de energia, infraestrutura e saneamento. Diferente do que vinha acontecendo nos últimos tempos, que o maior número de IPOs era dentro dos setores tecnológicos, dando espaço mais uma vez para empresas mais tradicionais ligadas à chamada, “economia real”. “O mercado macroeconômico é cíclico. Hoje o juros está alto, amanhã pode cair e depois subir de novo. As empresas precisam entender os seus cenários micro e saber responder qual é a posição para diferentes possibilidades. Tem que saber reagir e olhar para uma janela de cinco a dez anos ou não se sustenta”, afirma a analista, Danielle Lopes, sócia da Nord Research e ainda indica 3 questões para serem analisadas antes da abertura de IPOs pelas empresas: Viés econômico, patamar de juros e responsabilidade fiscal. Tudo isso fez com que os especialistas em investimentos se tornassem mais criteriosos e exigentes das suas escolhas e indicações, deixando todos com muito mais cautela nas decisões a serem tomadas. Baseado em todas essas informações resta agora aguardar as novidades para a bolsa de valores e os investimentos mundiais, além dos resultados econômicos que estão por vir, para assim definir qual será o cenário dos próximos anos.



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